É tão importante assim variar e mudar constantemente os exercícios?

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A resposta é sim e não. Dentro do treinamento para estética (bodybuilding), onde a aquisição de massa muscular é importante, a variação de estímulos é importante.

Mas é nesse ponto que os equívocos começam.

Muitas pessoas levam essa ideia de “necessidade de variação” muito ao extremo e acabam trocando todos os exercícios todos os treinos.

Um dos papéis do bom treinador é educar seu cliente e orientá-lo para que ele tenha as ferramentas para encontrar quais são os melhores exercícios para sua evolução física.

Vamos dizer que para a pessoa X, o supino inclinado com halteres funciona muito bem, mas o supino inclinado não. Apesar dos melhores esforços dos dois na busca do aperfeiçoamento da execução do supino com barra, ele funciona. Não gera um pump, o cara não consegue sentir a musculatura e seus ombros até doem.

Por que então insistir? Por que tirar exercícios que o tempo e a experiência mostraram ser efetivos para aquele cara e colocar outros que não funcionam para ele?

Por que estava escrito em algum lugar que era necessário mudar o treino com frequencia?

O corpo precisa de tempo para se adequar e responder aos estímulos na musculação.

Iniciantes e intermediários deveriam se manter durante um tempo considerável fazendo os mesmos exercícios para que se possa descobrir o que funciona ou não para ele e para aperfeiçoar a técnica correta de execução.

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De um ponto de vista neuromuscular, é impossível para um iniciante fixar um padrão de movimento correto de um exercício básico que ele executa uma vez a cada 4 semanas.

Pessoas que treinam a mais de dez ou quinze anos talvez precisem de uma variedade maior de estímulos.
Vejo muitos treinadores e mesmo pessoas treinando por conta própria e querendo realizar variações desnecessárias de exercícios básicos.

A elevação lateral como exemplo – veremos gente que nem domina o movimento básico com perfeição e já fica fazendo (ou sendo orientado a fazer) variações em bancos inclinados e cabos.

Descubra o que funciona para você. Varie os estímulos na medida certa. Use com frequencia os exercícios que funcionam bem para você.